quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vento



Se algum dia parasse para tomar um chá comigo mesma, talvez descobriria coisas que a vida deixava-me estampado,mas que talvez por falta de tempo nunca tivesse parado realmente para admirar,talvez tudo isso seja tão familiar ao meus hábitos que não tenha dado o valor devido.
Se algum dia parasse de reclamar da vida veria que todos os meus problemas, na realidade estão dentro de mim ,e ao invés de problemas os chamaria de obstáculos, obstáculos que que me ajudariam a ver que 
a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos, como diria Bob Marley.E estes obstáculos que a cada dia me dariam mais motivos de viver e vence-los.Caberia apenas a mim, ver que as respostas de todos estes problemas esta dentro de mim.
Se algum dia, eu parasse de desejar mais e mais, veria quantas coisas já possuo e que não necessitaria de mais,se as desse valor, talvez muitas destas nem precisasse ter comigo.
Se algum dia eu olhasse para o céu lembraria que o universo é esplendorosamente infinito,e isso já me deixaria feliz de modo que deixaria todos a minha volta contagiados por minha alegria, estaríamos todos em um campo verdejante deitados avistando aquele imenso céu azul,nos sentíamos tão pequenos, indefesos, como se luz nos abraçasse naquele lugar  onde nada além dos pássaros e borboletas que passavam por ali presentes pudessem nos incomodar,os dei minhas mãos,e os abracei como se nunca mais pudesse fazer o mesmo,puderam logo entender o quanto eu os amava,sentia um sensação de que precisava demonstrar o quanto precisava daquela amizade, sentíamos uma energia que nos rodeava não tínhamos um religião, mas sabíamos que Deus estava ali, sabíamos que algo diferente havia nos tomado,um sensação de liberdade,após o vento brando que tocava nossas faces,um deus interior, saibamos que não existia nenhum velhinho sorridente escondido entre aquelas nuvens douradas do sol poente,mas sabíamos,que ele estava dentro de nós.
Estava anoitecendo e logo que nos despedimos do sol,já fomos apresentados a lua,mais suave porem nada discreta em um céu tão sombrio,ela nos apresentou as estrelas,muitas, cheias de brilho,todavia sem vida, sem amor, corroídas pelo tempo,tentamos conta-las mas como é de se imaginar não tivemos sucesso.Era verão,mas a noite estava fria,a felicidade era resplandescente,não queiramos dormir,mas o cansaço e o sono pareciam um convite do chão a nos abraçar,ainda conversamos por algum tempo de repente  dormi,não me lembro o que ocorreu depois.Tive um sono profundo,e quando acordei,senti que não estava mais no campo,não queria abrir os olhos,mas já sabia mesmo assim,no mesmo instante meu despertador começa a gritar ininterruptamente até receber um bofetão por minha autoria,foi então que abri os olhos estava no meu quarto, naquele momento me senti triste por não ter divido aquele momento,também por não ter sido acordada por um algum ser com este objetivo diário,como um pássaro por exemplo,mas foi então que parei e vi que não tinha motivos para estar triste.Havia tido o melhor sonho,com os meus melhores amigos.
Se algum dia eu voltar a reclamar da vida,me de apenas dez minutos,para que eu possa parar e olhar para o céu.

2 comentários:

  1. ameiiiiiiiiiiiiii, lindona... cheia de talento hein??????
    beijokonasssssssss

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